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Como funciona o transplante de órgãos entre vivos e após a morte?

  • Foto do escritor: Dra. Thayná de Oliveira
    Dra. Thayná de Oliveira
  • 2 de abr. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 16 de mar.

O transplante de órgãos e tecidos é um procedimento médico que possibilita salvar e melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas que aguardam na fila por um órgão compatível.

No Brasil, a doação de órgãos é regulamentada por legislação específica e segue regras destinadas a garantir segurança, transparência e igualdade de acesso aos pacientes que aguardam transplante.

Uma dúvida comum é entender como funciona a doação de órgãos entre pessoas vivas e após a morte.


Transplante entre pessoas vivas

A legislação brasileira permite que pessoas vivas, maiores e capazes, possam doar determinados órgãos ou tecidos.

Entretanto, essa possibilidade possui algumas limitações importantes. A doação só pode ocorrer quando não houver risco significativo à vida ou à saúde do doador.

De modo geral, podem ser doados:

  • órgãos duplos, como um dos rins

  • partes do fígado

  • tecidos ou estruturas regeneráveis

Outro ponto relevante é que, na doação entre pessoas vivas, o doador pode indicar quem será o receptor do órgão, desde que sejam observadas as exigências médicas e legais.


Doação de órgãos após a morte

Quando a doação ocorre após o falecimento do doador, o funcionamento do sistema é diferente.

No Brasil, existe uma fila única de transplantes, organizada pelo Sistema Nacional de Transplantes. Isso significa que o órgão doado será destinado ao paciente que estiver mais compatível e melhor posicionado na lista de espera.

Nesse caso, não é possível escolher quem receberá o órgão, pois o objetivo do sistema é garantir igualdade de acesso e critérios técnicos para todos os pacientes que aguardam transplante.


A doação de órgãos é gratuita

É importante destacar que a legislação brasileira proíbe qualquer forma de comercialização de órgãos ou tecidos humanos.

A doação de órgãos deve ocorrer de forma voluntária e gratuita, sendo vedada qualquer negociação ou pagamento relacionado ao procedimento.

Essa regra existe justamente para proteger a dignidade humana e evitar práticas abusivas.


A manifestação de vontade do doador

Outro ponto relevante diz respeito à manifestação de vontade da pessoa em vida.

Quando uma pessoa declara que deseja ser doadora de órgãos, essa manifestação possui grande importância e deve ser respeitada.

Por esse motivo, muitas campanhas de conscientização incentivam que as pessoas conversem com suas famílias sobre o desejo de doar órgãos, para que essa vontade seja conhecida e respeitada no momento oportuno.


Quantas vidas um doador pode salvar?

A doação de órgãos é um gesto capaz de transformar muitas vidas.

Um único doador pode beneficiar diversas pessoas, permitindo o transplante de órgãos e tecidos como:

  • coração

  • fígado

  • pulmões

  • rins

  • pâncreas

  • córneas

  • pele

  • ossos

  • vasos sanguíneos

  • tendões e cartilagens

Em alguns casos, um único doador pode ajudar mais de vinte pessoas por meio da doação de diferentes órgãos e tecidos.


Considerações finais

O sistema brasileiro de transplantes busca equilibrar princípios médicos, jurídicos e éticos para garantir que a doação de órgãos ocorra de forma segura e justa.

A informação sobre esse tema é fundamental para ampliar a conscientização da população e incentivar o diálogo sobre a importância da doação de órgãos.

Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo, com o objetivo de esclarecer aspectos gerais sobre o funcionamento do sistema de transplantes no Brasil.

 
 
 

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